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Restrospectiva 2020 e Resoluções para 2021

por Andreza Dica & Indica

Eu gostaria de ter publicado esse post antes da virada de ano, mas com a correria não deu tempo. Mas como ainda estamos na primeira semana do ano, acho que ainda vale, porque queria muito dividir com vocês uma espécie de retrospectiva do ano passado e resoluções para o novo ano.

Vou até deixar algumas fotos publicadas no Instagram na época de cada um dos fatos ou algumas imagens marcantes.

Restrospectiva de 2020

Eu já tinha feito um desabafo em maio durante o nosso isolamento, mas dessa vez quero contar algumas coisas de 2020, boas e ruins, para vocês.

2020 foi sem dúvida o pior ano das nossas vidas e quando falo “nossas”, me refiro à boa parte da humanidade. Salvo algumas exceções, a grande maioria das pessoas passou maus bocados nesse ano. Ou por perda de parentes e amigos, ou por problemas financeiros, ou por doenças psicológicas causadas em função do isolamento… Então foi um ano difícil sem sombra de dúvida.

Eu graças a Deus não perdi ninguém próximo e nós, nem ninguém da nossa família, pegamos Covid. Então nesse ponto não podemos reclamar. Já a parte financeira foi bem complicada. Eu vendo viagem e o que menos as pessoas fizeram esse ano foi viajar. Aliás, só aproveitando a oportunidade, quero lembrar vocês que também vendo viagens para outros destinos, tá. Então se você estiver pensando em viajar para qualquer destino, inclusive no Brasil, em breve ou no futuro, lembre-se de mim 😉

Nós tentamos não pirar. Isolamento, crise financeira, indefinição do futuro… A primeira estratégia para manter a serenidade foi manter o bom humor. A segunda foi tentar não se deixar tomar pelo pânico da doença, pois sabíamos que isso poderia trazer efeitos devastadores na nossa cabeça. Tentamos nos ocupar com coisas da casa: arrumamos o jardim, consertamos torneira vazando, consertamos calçada…

Fizemos o nosso isolamento direitinho quando ele era demandando pelas autoridades, mas quando foi permitido, e até incentivado, sair, nós saímos também. Com os devidos cuidados, mas saímos. Estivemos em todas as reaberturas: restaurantes, Citywalk, Disney Springs, parques… Vivemos muito intensamente tudo. Eu diria que foi uma coisa meio Roberto Carlos: chorei, sorri e emoções eu vivi 😀 Foram diversas emoções diferentes durante essas reaberturas: tristeza, alegria, euforia, medo… Tudo junto e misturado.

Por falar em intensidade, a máscara foi algo bem intenso. Uma relação de amor e ódio. Tá bom, mais ódio que amor. No início me diziam que eu acostumaria e eu duvidei com todas as minhas forças. E não é que me acostumei, mesmo? Nas primeiras vezes que eu saí de máscara, eu achei que teria um treco. Eu cansava rápido, e me sentia sem ar. Mas aos poucos fui acostumando e agora já cheguei a ficar 12 horas com máscara no rosto, num calor de 40º, 43º graus… Não é bom, mas é algo que não é tão desconfortável quanto era no começo. Nos dias frios até que gosto.

Foram tantas coisas vividas nesse período, que até famosos ficamos… Ok, foi de máscara, mas ficamos. Saímos em vários portais, inclusive da CNN e até no Disney Parks Blog saímos: a Luna uma vez e eu duas. Dei entrevistas para alguns veículos também. Ou seja, participar ativamente da reabertura da cidade nos trouxe uma certa “fama”, mesmo que de 5 minutos 😉

Passei o dia do meu aniversário pela primeira vez no lugar mais mágico do mundo: o Magic Kingdom. Fez um calor escaldante e não teve o milkshake que eu queria no café da manhã, mas mesmo assim foi um dia incrível.

Uma coisa maravilhosa é que nós começamos a fazer continuamente trabalhos voluntários. Já tínhamos feito um ou dois antes da pandemia, mas a partir de maio começamos a ir todas as sextas-feiras montar e distribuir cestas de alimentos. Foi algo que nos fez tão bem, que não queremos parar mais. A cada semana são horas de trabalho debaixo de sol, chuva… Mas que foi muito gratificante. Pudemos ajudar as pessoas que estavam (e ainda estão) passando por dificuldades nesse momento de pandemia e isso renova as nossas energias para a semana seguinte.

Eu ainda tive uma realização extra: perdi o medo de agulha. Assim que começou a pandemia eu queria fazer algo para ajudar, mas não sabia como. Pensei em doar sangue, mas morria de medo de agulha. Eu ficava nervosa, a pressão alterava, eu desmaiava… Era um terror. E eu tinha muito receio de uma hora precisar encarar algo assim, de precisar doar sangue para um parente e acabar amarelando. Mas o meu desejo de fazer algo do bem era tão grande, que resolvi tentar doar sangue, fui cheia de coragem, super confiante, mas não me deixaram. Aqui existe uma regra que pessoas vindas de países onde tem malária, e o Brasil é um deles, tem que morar aqui no mínimo há 3 anos para poder doar sangue e como não fazia 3 anos que estava aqui, fui vetada. Voltei arrasada!

Semanas depois surgiu a oportunidade de doar plasma, que tem um processo semelhante ao da doação de sangue, mas não tem essa regra, então fui. E eu consegui e não tive nadinha. Eu aprendi a controlar meu medo e foi uma felicidade sem tamanho. Eu superei uma coisa que eu carregava desde criança comigo: a primeira vez que desmaiei foi com a injeção de revólver na escola, com 7 anos e nunca mais parei rs. Superar isso foi uma vitória pessoal.

Tudo bem que numa das doações que fiz posteriormente eu desmaiei no Mc Donald’s, mas isso não vem ao caso, porque aquele foi descuido meu, mesmo, porque havia feito a doação, não me alimentei direito, estava calor, dirigi… Tudo errado! Ganhei galo na cabeça e cortes no nariz e boca, mas é só mais uma história bizarra do ano de 2020.

Fortaleci algumas amizades e posso dizer hoje que são minha família aqui. Já dividimos risadas, angústias, datas comemorativas e isso tem sido ótimo. Nos desentendemos também, mas família é assim, mesmo 🙂 E me livrei de algumas amizades tóxicas, que foram construídas no interesse e falsidade, que eu não percebia antes, mas que por alguns episódios durante a pandemia, eu pude enxergar.

No início de dezembro ganhei o Prêmio Midia America, na categoria Mídia Disney do ano 2020. Foi muito legal esse reconhecimento. Apesar do tradicional jantar de gala ter sido cancelado e ter sido somente uma cerimônia simples, fiquei muito feliz.

E no meio disso tudo conseguimos até viajar algumas vezes. Fomos para Cocoa Beach, nos hospedamos no hotel do Legoland, viajamos de motorhome, conhecemos Jacksonville e terminamos o ano em New York. Sim, passamos o Reveillon na Big Apple com passagens a US$30; oportunidade única na vida. Foi ótimo poder respirar outros ares algumas vezes, mesmo com todas as restrições.

Isso a Globo não mostra

Mas nem tudo são flores. Como já falei, a parte financeira foi complicada e ver suas vendas ficarem em zero por muitos meses realmente não foi e não tem sido nada legal.

Mas eu acho que o mais bizarro foi ver algumas demonstrações do pior do ser humano de perto. Hipocrisia, julgamentos e falta de empatia foram as principais. Todos nós já vemos diariamente as notícias, que muitas vezes são estarrecedoras, e a loucura que virou as redes sociais, mas algumas coisas aconteceram diretamente comigo.

O primeiro caso eu até já tinha contado no desabafo de maio: blogueiro(a) que se dá o trabalho de fazer post dizendo que era absurdo sair de carro por Orlando durante o período de isolamento. Lembrando que não era proibido sair de carro na rua (aliás nem a pé era proibido). Então por que diabos a pessoa vai falar uma besteira dessas? O que a pessoa tem a ver com isso? Sem noção total.

Outro episódio são as pessoas que falam tanto em empatia, que fizeram lamentações pelas vítimas do Covid nas redes sociais, se dizem grupo de risco, se isolam completamente, criticam publicamente quem sai, quem tira foto sem máscara e tal, mas de repente deixam tudo isso para trás e começam a viver “normalmente”, como eu já vivia desde o início e era criticada. Esqueceram as vítimas do Covid, esqueceram que a doença está aí ainda (com números bem maiores por sinal), esqueceram que são grupo de risco e esqueceram de ter empatia com os outros também. Aliás a gente precisa praticar aquilo que a gente exige dos outros, né?

Ah, como eu queria que vocês soubessem dos bastidores da blogosfera. Eles são “super emocionantes” #sqn

Teve ainda os seguidores bem pirados que, não satisfeitos em simplesmente parar de seguir, proferiram palavras de ódio. Alguns torcendo até para que falíssemos e voltássemos para o Brasil e outros que deram avisos, quase pragas, tipo “quando morrer alguém da sua família…” E ainda tenho que ouvir que incentivo o abuso de animais, não pratico ações sustentáveis, que sou irresponsável… Conselho para esses: não gostou do post? Pula, oculta, silencia, para de seguir, sei lá… Mas não aborrece a pessoa que postou, não. E você também não passa vergonha. Para o seu bem e o dela.  Quer desabafar, usa o seu perfil pessoal. Cuida cada um da sua vidinha, que o mundo será um lugar bem melhor. 😉

Num momento tão delicado como esse, onde já estamos com problemas suficientes para administrar, ainda tem que digerir esse tipo de bobagens. Já deixei tudo isso para lá; está superado, mas sei que existe uma coisa chamada “lei do retorno”, que tarda, mas não falha.

Resoluções para 2021

Todo mundo sabe que quando um ano começa a gente faz mil planos e boa parte deles não saem do papel. E eu confesso que eu também tenho dessas. Mas quero em 2021 focar em alguns conteúdos novos para nossas redes sociais e para o blog. Já temos algumas ideias que já estão indo para o ar. Então espero que vocês gostem e a gente consiga manter também.

Gostaria de poder ajudar os nossos seguidores também com outros destinos. Vários já nos procuram para viagens no Brasil, outros lugares dos Estados Unidos, Europa… Mas a maioria não se lembra que trabalhamos com outros lugares também. Então não esqueça de nós quando for planejar qualquer viagem. 😉

Quero ir para o Brasil e ver a família que não vejo há séculos. :'(

E continuarei aqui firme e forte torcendo para a abertura dessas fronteiras, pela vacinação e pela rápida normalização do mundo para todos poderem viajar e viver normalmente.

Super agradeço a companhia de sempre e espero tê-los conosco ao longo do ano de 2021.

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